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Frederico de Castro Ver Perfil
Nasceu a 20 Junho 1961
(Bolama )

Apenas escuto o sentir Que esculpo no silêncio Onde descortinar Sei desta vida Todo meu sonhar tateia e regurgita
 
Percussão dos silêncios



A grafia dos meus versos aportou
Um sonho trajado a rigor
Sonorizou o maleável silêncio
Ironia
Gargalhada
Lamentação
Imitativo de um eco cheio de fulgor
Calafrio, fragor, grunhido de ostentação
Percussão ou vaia de um eco
Reverberando de contestação

A gramática é fonte fonética dos
Cânticos semânticos
Estilismo descritivo, pleonasmo minucioso
Na morfologia sintática da minha retórica
Poética
Onomatopeia elegante gritando em alegorias
E letras que se vinculam em cada estrutura
Verbal invadindo minhas metáforas em metástases
Calibradas com tamanha simetria

Este é o meu caleidoscópio literário
Entre risos e hipérboles selectivas alimento
A sinestesia dialética da voz activa, anáfora dos
Sentidos assente num diálogo explícito, reflexivo
Aconchegando a simbiose dos prazeres excêntricos
Catalisando o acústico desejo bailando entre ritmos
E percussões de um clímax linguístico frenético e quântico

– ao Ciro meu filho

Frederico de Castro


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