Manuel Bandeira

Manuel Bandeira

Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho foi um poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro.

1886-04-19 Recife, Pernambuco, Brasil
1968-10-13 Rio de Janeiro, Brasil
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72
1783

O Bicho

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

Rio, 27 de dezembro de 1947
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Harlei Cursino Vieira
A afirmação de que Manuel Bandeira é a ponte entre Machado de Assis e o Modernismo por tê-lo conhecido pessoalmente é uma simplificação que mistura um fato biográfico com a crítica literária. O Encontro Pessoal Manuel Bandeira de fato teve um breve encontro casual com Machado de Assis em um bonde (ou trem, dependendo da fonte) no Rio de Janeiro quando Bandeira ainda era um menino, por volta dos dez anos de idade. Ele relatou o episódio em suas memórias, descrevendo como recitou uma oitava de "Os Lusíadas" para o mestre, que havia esquecido as palavras exatas, o que lhe causou grande orgulho. Mais tarde, na velhice, Bandeira teria confessado que a história tinha elementos de "mentirinha" ou embelezamento poético, embora um encontro tenha ocorrido. A "Ponte" Literária A ideia de Bandeira ser uma "ponte" entre os dois períodos (Realismo/Parnasianismo de Machado e o Modernismo) é uma metáfora crítica que reflete sua importância na transição literária, não apenas o encontro casual: Influência e Ruptura: A obra de Bandeira, embora com traços iniciais do Parnasianismo e Simbolismo, é crucial para o Modernismo. Ele adotou o verso livre, a linguagem coloquial e temas do cotidiano, rompendo com o formalismo tradicional que dominava a poesia na época. Apreciação de Machado: Bandeira admirava Machado de Assis e escreveu crônicas sobre ele, reconhecendo a genialidade do romancista, mas também notando que a poesia de Machado ficava em segundo plano em comparação com sua prosa. Papel no Modernismo: Bandeira foi uma figura chave da Primeira Fase do Modernismo brasileiro (Geração de 1922) e seu poema "Os Sapos" foi lido na Semana de Arte Moderna, ridicularizando o Parnasianismo e consolidando a nova estética. Portanto, a "ponte" é mais sobre a inovação estética e a transição geracional que sua obra representa do que o encontro físico, que foi um episódio biográfico interessante, mas sem impacto direto na continuidade ou ruptura dos estilos literários.
30/dezembro/2025
Mucilon sesi
eu como uma pessoa gay afirmo eu sou bem feliz
19/novembro/2025
Luke
Top!
22/outubro/2025
Marcos
Concordo com todo texto ruim ????????????????????
19/agosto/2025
Paulo
Isso é um lixo de texto uma merd#
19/agosto/2025
João
Concordo orrivel ruim
19/agosto/2025
Robbert
Que bela besta de texto orrivel ruim ????????????????????
19/agosto/2025
Cleuza Silva Cruz Mercês
Este poema é um retrato da miséria humana e da desumanização. Bandeira, com sua sensibilidade ímpar, nos mostra a crueza da sobrevivência quando despojada de qualquer dignidade. A repetição da negação ("não era um cão, não era um gato, não era um rato") constrói uma tensão crescente até a chocante revelação final, que expõe a tragédia de um ser humano reduzido a um estado animalesco pela fome e pela falta de condições. É um poema que nos força a refletir sobre a fragilidade da condição humana e as responsabilidades sociais que temos uns com os outros.
23/julho/2025
Mirelle Oliveira da Cruz
Este poema é retrato de denúncia social que expõe a pobreza, exclusão social, desigualdade, a fome e a desumanização dos marginalizados.
22/julho/2025
Railda Antonia Adorno Pires
O poema retrata a desigualdade social que assola o nosso país. È preciso pensar em políticas públicas para tentar amenizar este problema que nos deixa triste.
22/julho/2025
Cleuza Silva Cruz Mercês
Verdade, Políticas públicas é o caminho para amenizar essa situação.
23/julho/2025
Spin
É o poema do país da famiglia bolsonaro....
15/julho/2025
Rita mayra
Um poema que retrata a realidade de muitas pessoas , que no mundo de hoje passa fome tratando a triste realidade social do nosso país
12/julho/2025
Rita mayra
Um poema que retrata a realidade de muitas pessoas
12/julho/2025
Jociele
Como o poema fazer todo se sentir
23/março/2025
Luana
Um poema escrito na década de 40, retratando com clareza a triste realidade social no País, o qual está imerso na miséria, mostrando a grande degradação do homem por causa da sua condição social, levando-o ao comparativo de um bicho por ter que procurar comida no lixo.
29/outubro/2024
Sandra Maria Gonzaga de Queiroz
O poema critica as condições sociais desumanas e a desigualdade que levam pessoas a viverem em situações degradantes, perdendo sua dignidade e sendo tratadas como "bichos" pela sociedade.
20/setembro/2024
Milian Ferreira
Uma descrição da realidade de muitos, que a sociedade não enxerga.
18/setembro/2024
jacintoleiteaquinorego
Não entendi
18/setembro/2024
Suzane Oliveira
O poema trata da realidade das pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza, que não têm nada para comer e acabam frequentando os lixões ou revirando latas de lixo à procura de qualquer coisa para preencher o vazio do estômago. Essas pessoas têm tanta fome que não examinam o que encontram porque o desespero do estômago vazio as faz engolir qualquer coisa que se pareça com comida, à semelhança dos pobres animais de rua, desamparados do mundo... Foi isso que Manuel Bandeira quis dizer nesse poema.
24/outubro/2024
Sandra Regina Marques Araújo Santos
Uma mensagem bem clara para mim sobre a reflexão desse poema se refere a triste situação de fome que muitas pessoas se encontram em nosso país, municípios e muitas das vezes ao nosso lado e nem sempre percebemos.
09/setembro/2024
Elaine de Assunção Meira
Temos de ir á procura das pessoas,porque podem ter fome de pão ou de amizade. E nós que temos mais concições podemos sim ajudar essas pessoas. E a fomo não pe so comida é também um agasalho, podemos fazer a nossa parte.
02/setembro/2024
Magna de Oliveira Pereira Castro
A fome não espera.
16/agosto/2024
Ana Geisa Barbosa Rocha
O poema retrata de forma impactante a desumanização causada pela extrema pobreza. Ao comparar um homem a um animal que busca comida entre os detritos, o poeta expõe a brutal realidade de pessoas que vivem em condições de miséria, obrigadas a lutar pela sobrevivência. Triste realidade de uma sociedade tão injusta onde poucos tem muito e muitos tem pouco
14/agosto/2024
Delfino Neto
A animalidade atribuida ao homem recai no voracidade da fome, da sujeito, da miséria. O ser humano embora humano é um bicho e que como qualquer outro ser tem fome, para saciar essa fome tem de se alimentar de algo, não importa qual alimento, seja limpo ou sujo essa criatura irá alimentar, porque a fome do alimento físico é imprencindível para continuar de pé.
09/julho/2024
Myllena Lopes
A minha professora esta passando para o 6 anos
31/agosto/2022
matheus n
achei top kk
30/junho/2022
Maysa
Que poema lindo
14/dezembro/2021
Adriele
Quem é o autor, o que publicou o poema aqui na página?
20/outubro/2021
Maria
É tão triste saber que um poema de 1947 ainda representa a realidade de tanta gente em 2021. O tempo passa, mas parece que nada muda, as pessoas continuam passando fome e se humilhando para ter o mínimo. Eu só consigo tentar manter a esperança de que dias melhores virão e que um dia não vamos mais precisar passar necessidades, deixar de ser privado do que é direito de todo cidadão: uma vida digna.
19/outubro/2021
Jamile
Gostei do poema
12/agosto/2021
Ludmylla
Porque o homem chamado de bicho
17/junho/2021
João Pedro
Para surpreender o leitor, provavelmente.
26/abril/2022
Suzane Oliveira
Porque ele se comporta como os bichos, revirando as latas de lixo à procura de algo para comer...
24/outubro/2024
Jonathan
Muito bom
07/março/2021
GABRIEL
MUITO BOM
02/outubro/2020
O
Verdade
23/junho/2021
GEOVANA
3E MUITO LEGAL O POEMA
22/maio/2019
nao sei
legal mesmo
14/setembro/2021

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