Maria Antonieta Matos

Maria Antonieta Matos

Maria Antonieta Rosado Mira Valentim de Matos - MARIA ANTONIETA MATOS, nasceu em 1949 em Terena, Concelho de Alandroal e reside em Évora, Alentejo, Portugal

1949-01-09 S. Pedro de Terena - Alandroal - Evora
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Alguns Poemas

BRINCAR COM AS FORMAS GEOMETRICAS

Vamos fazer umas quadras

Puxar pela imaginação

Brincando com as palavras

Numa completa sedução


Numa sequência de palavras

Uma rima procurar

E acabarem as quadras

No espaço que está a faltar


Desenha uma figura

Com quatro lados iguais

E vê a sua estrutura

Ela é bonita ……demais


Os ângulos são todos rectos

E o nome é um quadrado

Noventa graus são certos

Em cada vértice dos …..lados


Se desenhares três linhas

E unires os seus pontos

Puxa por uma pontinha

E observa os seus ……cantos


O triângulo tem três bicos

Uma forma original

Encontras em muitos sítios

E o ângulo pode não ser …..igual


Há a forma circular

Tal qual está cheia a Lua

Também podes desenhar

À noitinha na tua …rua


Se duas linhas de lado

Cresceram mais um bocado

Sai o rectângulo beneficiado

Fazendo inveja ao ……quadrado


Com estas formas tu podes

Fazer uns lindos bonecos

Uns magrinhos outros fortes

Ou então faz uns ……..Tarecos


Com ideias e concentração

Tens muito para explorar

Faz um carrinho ou carrão

Faz o teu cérebro …….trabalhar

funcionar

O paralelepípedo

Que nome tão estranho

Repete comigo

É fácil, não me… engano


Têm volume e forma

Faces, vértices e arestas

Há excepção à norma

São formas geométricas


É sólido geométrico

A base é um círculo

Sobem todos os pontos

Termina num bico


O querer e atenção

Tudo se resolve

Chega à solução

E desenha o Cone


Em baixo e em cima

São círculos iguais

Desenha o cilindro

Com um pouco mais


Se num ponto fixo

À distância ligares

Um conjunto de pontos

O que podes achar?


É linda a esfera

E seus movimentos

Semelhantes à terra

Girando andamentos


É uma unidade de medida

De volume ou capacidade

Enches uma porção líquida

É o litro a quantidade


É uma unidade de medida

E contêm o seu volume

Um metro cúbito é a saída

Da encomenda do costume


Tens o metro para medir

Tudo o que é linear

Estás aqui para decidir

Os metros que queres levar


O quilograma para pesar

É uma medida de massa

Já me estou a inquietar

Que o peso já ultrapassa


Se tiveres uma planície

E queres medires a superfície

Tens as medidas agrárias

Para resolver sem chatice


Se tiveres um terreno

E queres medires a superfície

Tens as medidas agrárias

Para resolver sem chatice


Superfície uma grandeza

E tem duas dimensões

O m2 sem surpresa

Resolve as situações


Enquanto área

É medida de grandeza

Considerada 1 número

Com toda a certeza


O metro quadrado

Unidade fundamental

Para medires ao quadrado

A área que queres achar


É uma unidade de medida

De capacidade ou volume

Se derrubares a bebida

Não tens litro que te ature


Maria Antonieta Matos 08/07/2011

DESCOBERTA DE UMA CIDADE

Desafio e conhecimento

É aquilo que lhe proponho

Com muito divertimento

E muito empenho, suponho


Aos meninos e meninas

Vindos de todos os lados

Vamos traçar algumas linhas

Para ficarem informados


Tem um castelo bem alto

Uma história ao seu redor

De Evoramonte é um passo

E tem marcas de valor


Vamos descobrir um cantinho

Um cantinho de Portugal

Com bonecos e pucarinhos

Uma cidade artesanal


Para assentar na cadeira

O buinho e a palhinha

Que o povo corta na ribeira

E são lindas p’ra cozinha


Predominando as cores

Azul, verde, branco e castanho

S ão pintadas lindas flores

O mobiliário Alentejano


Há artistas na cantaria

Têm gosto refinado

Valiosa sabedoria

E são muito solicitados


Fazem estatuetas admiráveis

E outras peças, para construção

São lindas e agradáveis

Arte com alma e coração


Há chocalhos com muitos sons

Do maior ao mais pequeno

O gado lhes dá os tons

Enquanto comem o feno


Há sobreiros muito antigos

Com copas muito frondosas

O gado fica protegido

Nas sombras maravilhosas


Do tronco se tira a cortiça

E tem muita utilidade

T arros, rolhas e outras dicas

Só o povo tem criatividade


Se tira também a lande

Para o porco o seu sustento

Que faz tenra a sua carne

Para o povo é alimento


Tem vinho e tem azeites

Belas vinhas e olivais

Nas terras lindos enfeites

Deslumbra os olhos demais


Tem queijos e tem enchidos

Com sabor sem igual

São por muitos conhecidos

É produto tradicional


Tem mármore para exportação

Vem da terra tal riqueza

Tem também a serração

Para o transformar em beleza


Fazem-se peças de estanho

Também muito apreciadas

Diversidade e tamanho

Para eventos são gravadas


Com lindo design e cor

A excelente Tapeçaria

Com o ponto de pé de flor

São bordados, é uma alegria


O ferro é trabalhado

Faz-se peças originais

É tudo muito pensado

Começou com castiçais


Tem também o latoeiro

Que está sempre a imaginar

Magica o dia inteiro

E faz peças para encantar


Há também os artesãos

Que fazem brinquedos de madeira

Para os mais pequeninos, são

São danados pr’a brincadeira


Há muita inspiração

E não se cansam a brincar

Com empenho e coração

E o sentido para observar


M obiliário pr’a bonecas

Reconstituição da história

Miniaturas diversas

Que não esquecem na memória


Há animais e carretas

Parelhas e tudo mais

Não faltam as picaretas

E as vestes regionais


Artesanato sobre as profissões

E os temas religiosos

Estão lá os cirurgiões

E os santos milagrosos


No museu para a memória

Existem lindas coleções

Fica um espólio de uma história

Contada por artesãos


De cor vermelha e amarela

E extraído da terra o barro

Fazem-se peças singelas

Quando peneirado e amassado


Depois do barro moldado

E de secar no forno

A pintura é o resultado

De lindas peças de adorno


Respeitando a tradição

R eligiosa e conventual

A ameixa para confeção

É um produto local


São herança familiar

Muitas destas profissões

Têm gosto para inovar

E preservar tradições


Com trabalho e motivação

Transformam as peles e os couros

Que lhe dá gosto e satisfação

E os produtos são duradouros


Também prenda esta cidade

O ofício do mosaico hidráulico

Prima a cor e qualidade

E o patrão é fantástico


Das matérias-primas naturais

E a pensar em reciclar

Inventa motivos florais

E faz quadros de admirar


Nos registos e maquinetas

A paixão falou mais alto

São lindas depois de feitas

E de um apreço elevado


A riqueza do Artesanato

Opera uma necessidade

Um querer imediato

E gostar de verdade


Sensação extraordinária

Individual criação

Uma compensação diária

E dá-se asas à imaginação


O vidro também é palco

Neste mundo artesanal

O espelho ganha um marco

Na vida de um casal


Não percas estes valores

Pois são formas de sustento

Imagina e pinta com cores

A arte e o teu talento


Valoriza a profissão

E dá-lhe muita importância

Será meio caminho andado

Para o sucesso e confiança


Procura as letras diferentes

No início de cada verso

Junta um Z às existentes

E a cidade fica a descoberto


Maria Antonieta Matos/ 2011

AS EMOÇÕES DO TEMPO

Ó tempo, que trocaste teus hábitos,
Que me enganas em cada estação,
Que atormentas os povos com errada decisão,
Mas que nos trazes às vezes a luz da razão.

Eram quatro as estações do ano,
Que aprendi desde muito cedo,
Cada uma ostentava emoção,
De alegria, tormenta e medo.

No inverno intensa chuva,
Dia e noite lavravam ribeiros,
Choravam os beirais no chão,
Acenando o arvoredo.

Trovejava… gritavam luzes no céu,
Rugia o vento altivo,
Pintava-se o dia de breu,
Encharcado ficava o corpo,
Resfriado até ao osso,
Rodopiava o chapéu.

Alagada a terra frutífera,
Geminava a semente,
Lançada com mãos de “guerra”,
Um corrupio permanente.

Na chaminé estalava a chama,
O café perfumava a casa,
Os mais velhos contavam “estórias”,
Ia-se cedo para cama.

E lá vinha a primavera,
Colorida e luminosa,
Tudo era verde e florido,
A cada canto uma rosa.

Seduziam as andorinhas no céu,
Chilreando de contentes,
Olhares concebiam véus,
Traçando linhas cadentes.
Às vezes tinha chuva, tinha vento,
Tempo ameno, trovoada,
A cultura agradecia,
Nos regos, a vida surgia,
P’ la terra tão bem estrumada.

Espreitava o verão trazia chama,
O corpo exausto transpirava,
A hora da sesta só a cama,
Acalma a sonolência obstinada.

No campo o chapéu e o lenço,
Ensopavam o suor a dilacerar,
E aliviavam o sol ardente,
Tão baixo, tão eminente,
Difícil de suportar.

O outono vinha cansado,
Da secura do calor,
As árvores despiam a ramagem,
Punham o chão multicolor.

Ficava triste o outono,
De frio e nuvens cinzentas,
As noites longas de sono,
Tinham manhãs rabugentas.

Aclamava o vento e a chuva,
Com vontade de sorrir,
De mudar o seu vestido,
Num tom verde divertido,
Das suas árvores vestir.

Maria Antonieta Matos 26-01-2019
Maria Antonieta Rosado Mira Valentim de Matos - MARIA ANTONIETA MATOS, nasceu em 1949 em Terena, Concelho de Alandroal e reside em Évora, Alentejo, Portugal Aposentada da Função Pública
Editou o livro “ Visita à Aldeia da Terra” através de Edições Poejo, baseado e inspirado na Aldeia de esculturas em barro e cimento, sita em Arraiolos, livro de quadras e fotografias personalizadas na atividade e profissões da aldeia, apoiada pela junta de freguesia de Arraiolos. Fez apresentação do livro em escolas e Bibliotecas Municipais para crianças do jardim-de-infância, escola básica e séniores. Colabora em vários grupos de poesia e blogs.
Editou o livro "OLHARES RITMADOS - Nada Sou... Mais Do Que Eu", em 2022
Participação em Coletâneas: “Poetizar Monsaraz - Vol I” “Poetizar Monsaraz Vol II” “Nós Poetas Editamos V” “Nós Poetas Editamos VI” “Sentir D’um Poeta” “Eternamente Poeta” “Poesia sem Gavetas Parte III” “Poemário 2015” “Conto de Poetas Parte III” “Amor Eterno” \"Poemário 2016\" \"Apenas Saudade\" \" Fusão de Sentires\" \"Poemário 2017\" \"Mais Mulher\" \"Perdidamente II\" - Autores Edição - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Sopro de Poesia\" - Autores Edição Orquídea Edições - Grupo Múltiplas Histórias \"Poesia a Cores\" - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Dança das Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Poesia com Reticências (...) - Pastelaria Studios Editora \"Poemário 2018\" - Pastelaria Studios \"Cascata de Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Perdidamente Vol. III\" - Poem' Art - Grupo Literário Amigos - " Delírios de Verão"  - Delírios de Outono" "Poesia na Escola"  Verso & Prosa 

https://tradestories.pt/maria-matos/livro/visita-aldeia-da-terra
Manuella
Eu gostei muitoooo
30/julho/2020
-
namastibet
obrigado por me ler
23/outubro/2017
Val
Gostei , escreves bem :)
22/setembro/2014
-
Maria Antonieta Matos
Justiça
10 de Outubro de 2010 às 17:40
Para haver justiça,
não se olha a conhecidos!
não existem ricos nem pobres!
não existem influências!
Não há diferenças de cor, de qualidade ou quantidade!
Mas sim o individuo!
Maria Antonieta Matos
06/julho/2014
-
Maria Antonieta Matos
Ser criativo
8 de Novembro de 2011
A criatividade e a arte multiplica saberes e enriquece o mundo de diversidade
Maria Antonieta Matos.
06/julho/2014
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Maria Antonieta Matos
Confiança
12 de Outubro de 2010 às 11:56
Sentimento de cumplicidade, amor puro, amizade, certeza,
Conhecimento.
Maria Antonieta Matos
06/julho/2014
-
Maria Antonieta Matos
Sobrevivência
13 de Outubro de 2010 às 14:22
Esperança, Confiança, Força, Solidariedade, são lições que se podem tirar com o exemplo dos 33 mineiros, Chilenos subterramos na mina desde Agosto. Há momentos duros na vida... mas, o homem ou mulher quando se aplica, surpreende a sua inteligência, imaginação, criatividade e para quase tudo se encontra uma solução.Impressiona-me os cientistas e engenheiros .., que se aprisionam também de uma forma empenhada e árdua, em prol de estudos a favor da humanidade, como o podemos constatar no resgate dos mineiros! Foram pensados ao milímetro cada passo! Uma operação de sucesso!
Maria Antonieta Matos
06/julho/2014
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Maria Antonieta Matos
Esperança - Prisioneiros nas minas do Chile
9 de Outubro de 2010 às 22:44
Não há sensação de esperança de libertação maior, como a que sentimos quando estamos aprisionados! Só de pensar sinto sufoco!
Maria Antonieta Matos
06/julho/2014
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Maria Antonieta Matos
Saudade
9 de Outubro de 2010 às 22:47
Saudade! Um olhar distante, a aguça o desejo de ver perto!"

Maria Antonieta Matos
06/julho/2014

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