Movimentos Literários

Movimentos Literários

Descubra os principais movimentos literários

1950s–1970s

Concretismo

Brasil / Suíça / Alemanha

Movimento poético internacional que explora a materialidade visual e sonora da linguagem; no Brasil com o Grupo Noigandres (Augusto e Haroldo de Campos, Pignatari).

1880–1910

Simbolismo

França / Europa

Movimento poético que rejeita o realismo e o naturalismo em favor da sugestão, do símbolo, da musicalidade e do mistério; Baudelaire, Verlaine, Rimbaud e Mallarmé.

séc. XI–XIV

Trovadorismo

Occitânia / Ibéria

Poesia lírica medieval em língua vernácula cultivada pelos trovadores occitanos e pelos trovadores galego-portugueses; géneros como a cantiga de amor, de amigo e de escárnio.

1924–1966

Surrealismo

França / Europa

Movimento fundado por André Breton que explora o inconsciente, o sonho e o irracional; influenciou profundamente a poesia mundial, incluindo o Brasil e Portugal.

1930s–1960s

Neorrealismo

Portugal / Itália

Movimento literário de comprometimento social e político; em Portugal com Alves Redol e Soeiro Pereira Gomes, em Itália com Pavese e Vittorini.

séc. XVI–XVII

Classicismo

Europa / Portugal

Movimento literário baseado na imitação e renovação dos modelos greco-latinos; em Portugal associado a Sá de Miranda, António Ferreira e à influência italiana do Renascimento; valoriza a ordem, a medida e a razão.

séc. XVII–XVIII

Barroco

Europa

Estilo literário marcado pelo ornamento, dramatismo, contraste e complexidade formal; expressão das tensões religiosas e políticas da época.

séc. XVIII

Arcadismo

Europa / Portugal / Brasil

Corrente neoclássica de culto da simplicidade e natureza pastoril; em Portugal e no Brasil ligado à reforma literária antibarroca das academias árcades.

1800–1850

Romantismo

Europa

Grande movimento cultural e literário em reacção ao Iluminismo e ao Neoclassicismo; exaltação do sentimento, da natureza, do individualismo, do passado e do sobrenatural.

1866–1900

Parnasianismo

França / Brasil / Portugal

Escola poética que valoriza a perfeição formal, a objectividade, o exotismo e a arte pela arte; Leconte de Lisle em França, Olavo Bilac e Alberto de Oliveira no Brasil.

1850–1900

Realismo literário

Europa

Movimento que propõe a representação fiel da realidade social e psicológica; Flaubert, Tolstói, Eça de Queirós e Dostoiévski são referências centrais.

1915-1927

Orfismo

Portugal

Movimento literário de curtíssima duração centrado na revista Orpheu (1915); reuniu Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros; marco fundador do modernismo português e do sensacionismo, interseccionismo e paulismo.

1927–1940

Presencismo

Portugal

Movimento literário português associado à revista Presença (1927–1940); segunda geração modernista com João Gaspar Simões, Régio e Casais Monteiro; valoriza o psicologismo, a sinceridade e a obra como expressão do eu.

séc. VIII–V a.C.

Poesia épica grega

Grécia Antiga

Tradição oral e escrita de poemas narrativos longos centrados em heróis e deuses; obras fundadoras de Homero como a Ilíada e a Odisseia.

séc. VII–V a.C.

Poesia lírica grega

Grécia Antiga

Poesia destinada ao canto com acompanhamento musical, cultivada por poetas como Safo, Píndaro e Alceu; expressão de emoções pessoais e celebração.

séc. V a.C.

Teatro trágico grego

Grécia Antiga

Género dramático que explora conflitos entre o humano e o divino, o destino e a vontade; representado por Ésquilo, Sófocles e Eurípides.

séc. V a.C.

Comédia grega antiga

Grécia Antiga

Teatro cómico satírico de crítica política e social; principal representante Aristófanes.

séc. I a.C. – séc. I d.C.

Poesia latina clássica

Roma Antiga

Florescimento da poesia em Roma com Virgílio, Horácio, Ovídio e Catulo; influência decisiva em toda a literatura ocidental posterior.

séc. IV a.C. – séc. VIII d.C.

Poesia sânscrita clássica

Índia

Grande tradição poética indiana codificada em sânscrito, incluindo épicos como o Mahabharata e o Ramayana, e a lírica de Kalidasa.

séc. XV–V a.C.

Poesia védica

Índia

Corpus poético e hímnico mais antigo da Índia, reunido nos Vedas; base da literatura e do pensamento religioso indiano.

séc. X–II a.C.

Literatura bíblica e hebraica

Médio Oriente

Conjunto de textos poéticos, narrativos e sapienciais do Antigo Testamento, incluindo os Salmos, o Cântico dos Cânticos e o Livro de Jó.

séc. IX–XV

Poesia persa clássica

Pérsia / Irão

Tradição poética em língua farsi com formas como o ghazal e a qasida; poetas fundadores como Roudaki, Ferdowsi e Omar Khayyam.

séc. VII a.C. – séc. XIX

Poesia chinesa clássica

China

Longa tradição lírica chinesa desde o Shijing (Clássico de Poesia) até às formas refinadas das dinastias Tang e Song.

séc. VII–XIX

Poesia japonesa clássica (Waka)

Japão

Forma poética tradicional japonesa em 31 sílabas; cultivada na corte imperial e compilada em antologias como o Man'yoshu e o Kokinshu.

séc. V–VII

Poesia árabe pré-islâmica (Jahiliyya)

Península Arábica

Poesia oral dos beduínos anterior ao Islão; as mu'allaqat são os seus textos mais celebrados, centrados na honra, amor e natureza do deserto.

séc. XII–XIV

Minnesang

Alemanha / Áustria

Poesia lírica medieval alemã de temática amorosa cortesã, paralela ao trovadorismo occitano; representada por Walther von der Vogelweide.

séc. XI–XIV

Poesia épica medieval

Europa

Narrativas poéticas longas sobre feitos heróicos e guerreiros; inclui o Cantar de Mio Cid, a Chanson de Roland e os Nibelungos.

séc. XIII–XIV

Dolce Stil Novo

Itália

Escola poética italiana centrada no amor idealizado e espiritualizado pela mulher; precursora de Dante e Petrarca.

séc. VII–XIII

Poesia árabe clássica medieval

Mundo árabe

Florescimento da poesia árabe após o Islão, com formas elaboradas como a qasida e o muwashshah; cultivada em Al-Andalus e no Oriente.

séc. VII–XIII

Poesia chinesa Tang e Song

China

Período de ouro da poesia chinesa clássica; Li Bai, Du Fu e Su Shi são figuras centrais de formas como o shi e o ci.

séc. XIII–XVII

Haiku e Renga

Japão

Formas poéticas japonesas de composição colaborativa (renga) e miniatura lírica (haiku); Matsuo Basho tornou o haiku numa forma de arte autónoma.

séc. IX–XIII

Poesia nórdica (Skaldic e Eddica)

Escandinávia

Poesia oral e escrita da tradição nórdica; a poesia éddica reúne mitos e heróis, a escáldica é de elogio cortesão com formas métricas complexas.

séc. X–XIII

Poesia hebraica medieval

Al-Andalus / Europa

Renascimento da poesia em língua hebraica influenciado pela poesia árabe; cultivado em Al-Andalus por Yehuda Halevi e Salomão ibn Gabirol.

séc. VI–XVII

Bhakti

Índia

Movimento devocional poético indiano de expressão mística e religiosa em línguas vernáculas; poetas como Kabir, Mirabai e Tukaram.

séc. IX–XVII

Literatura sufi

Médio Oriente / Ásia Central

Tradição literária mística islâmica que usa a poesia como via de aproximação ao divino; engloba diversas tradições geográficas e linguísticas.

séc. X–XII

Poesia épica persa

Pérsia

Grande tradição de epopeia em língua farsi; o Shahnameh de Ferdowsi é o seu monumento central, narrando a história mítica e heróica da Pérsia.

séc. XIV–XVI

Humanismo renascentista

Itália / Europa

Movimento intelectual e literário centrado no estudo dos clássicos greco-latinos e na valorização do ser humano; base cultural do Renascimento.

séc. XIV–XVI

Renascimento italiano

Itália

Florescimento cultural e literário italiano com Petrarca, Boccaccio e Ariosto; o Canzoniere de Petrarca moldou a lírica europeia durante séculos.

séc. XIV–XVII

Petraquismo

Europa

Corrente literária europeia influenciada pelo estilo e temática amorosa de Petrarca; difundiu o soneto por toda a Europa, incluindo Portugal com Camões.

séc. XV–XVI

Renascimento português

Portugal

Período de ouro da literatura portuguesa com Camões, Sá de Miranda e Gil Vicente; confluência de influências medievais e humanistas renascentistas.

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