

Charles Olson
Charles Olson foi um poeta dos Estados Unidos, que cunhou os termos pós-modernismo e verso projetivo.
1910-12-27 Worcester
1970-01-10 Nova Iorque
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Alguns Poemas
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Livros
Charles Olson nasceu em Worcester, no estado americano de Massachusetts, a 27 de dezembro de 1910. A família passaria os verões na cidade pesqueira de Gloucester, que se tornaria central no pensamento mítico e poético do poeta. Seu primeiro livro é hoje um estudo clássico do romance de Herman Melville (1819 – 1891), o grande Moby-Dick (1851). O estudo de Olson é intitulado Call Me Ishmael (1947), nomeado a partir da primeira sentença no romance de Melville. Call Me Ishmael é hoje considerado também uma espécie dePoética de Olson, unindo-se a outros livros de crítica escritos por modernistas americanos sobre outros poetas, como o volume Bottom: On Shakespeare, de Louis Zukofsky; o inacabado The H.D. Book, de Robert Duncan; ou, mais recentemente, o impressionante My Emily Dickinson, de Susan Howe.
Nas décadas de 40 e 50 reinava nos Estados Unidos a ideologia crítica doNew Criticism (do qual os brasileiros do Grupo de 45 beberam algumas de suas crenças), baseada na obra tardia de T.S. Eliot e W.H. Auden como modelos principais. Os primeiros modernistas estavam soterrados no esquecimento: Pound estava preso, Williams menosprezado, Stein esquecida. Os poetas da década de 30 ligados aos Objetivistas, como Louis Zukofsky, Lorine Niedecker e George Oppen, eram desconhecidos, pouquíssimo divulgados e até perseguidos politicamente por MacCarthy por suas inclinações socialistas. É neste ambiente que Olson escreve o seu famoso ensaio-manifesto "Projective Verse", no qual prega o uso de uma métrica baseada na respiração do poeta, a página como campo de composição (daí a expressão "composition by field"), e uma construção poética através da conexão de percepções e sons, não pela sintaxe ou lógica. Seu poema "The Kingfishers", incluído em seu primeiro livro In Cold Hell, in Thicket (1953), é considerado um belo exemplo desta pesquisa. "The Kingfishers", que foi publicado pela primeira vez em 1950, é chamado por alguns de "poema de exórdio" da poesia norte-americana do pós-guerra. Olson abre seu poema com os versos:
"What does not change / is the will to change"
O que não muda é a vontade de mudar. Charles Olson presidiu a famosa Black Mountain College, que teve como professores poetas como Robert Creeley e Robert Duncan, o compositor-poeta John Cage, o coreógrafo Merce Cunningham, entre outros. A revistaBlack Mountain, editada por Creeley, viria a unir alguns destes poetas, em um momento em que a poesia norte-americana explodia em grupos de poetas retomando a pesquisa dos primeiros modernistas americanos, como Pound, Williams e Stein, ou europeus, como Tristan Tzara e Hans Arp.
Olson retoma a pesquisa épica de Pound, mas a partir dolocal, como querendo fundar na pequena vila pesqueira de Gloucester sua própria República. Isso talvez ligueThe Maximus Poems mais ao épico em cinco volumes de William Carlos Williams, intituladoPaterson e publicado em sua totalidade em 1963, que ao épico vitalício de Pound,The Cantos. No entanto, tanto em Olson como em outros poetas da década de 50 americana, sentimos a influência maciça do volumeThe Pisan Cantos (1948), que rendeu a Pound o polêmico Prêmio Bollingen, instituído naquele ano.
São todos poetas (Olson, Creeley, Ginsberg, O´Hara) que recusam a visão dosNew Critics de uma poesia independente ou separada da História. Olson e seus companheiros de geração retornam ao papel social do poeta como membro de uma comunidade. Aquelas tais "palavras da tribo". Vale também lembrar a definição de Pound para o épico: "um poema que inclui a História".
O poema "Maximus to Gloucester, Letter 27 [withheld]" está incluído no épico local/universalThe Maximus Poems. Se estivesse vivo, Olson completaria hoje cem anos. Nossa homenagem ao poeta incansável em sua busca pela historicidade da poesia, o poeta que se autodefiniu não como escritor, mas como umArcheologist of Morning, um "arqueólogo da manhã".
--- Ricardo Domeneck
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