VERSOS MAIS BONITOS [Manoel Serrão]
Adverso dos que versejo estranho! Aos pósteros di-lo-eis em digestos cantos loas, zíngaros sonantes em que a minh ‘alma insana far-se-á boa.
Sim! Versos só versos belos diversos,
Para todos os leres e sonhares mais bonitos.
Não zãibos penitentes de feiúra face,
A quem lhes dou corpo como um “Deus” vezo criador, à rima um ritmo esquisito, e à estrofe quão um surdo pode compor, alma de estanho.
Não! A vós confesso: de Sumatra à Java!
Vulcão, lava flamante como o mundo que não se acaba nas entranhas?
Ei-los ahi vão: c'a alma retumbante coração... Só escrevê-los-ei Krakatoas em explosões!
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