

Francisco José Tenreiro
Francisco José Tenreiro, foi um geógrafo e poeta são-tomense. Foi docente no Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina, atual Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade de Lisboa.
1921-01-20 Roça do Rio do Ouro, São Tomé
1963-12-31 Lisboa
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Alguns Poemas
Biografia
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Livros
Geógrafo, docente universitário, ensaísta e poeta.Nascido em São Tomé, de pai português, Emílio Marques Tenreiro, e de mãe santomense, Carlota Maria Amélia, veio com cerca de dois anos para Lisboa, onde fez os estudos primários e secundários. Seguiu depois estudos superiores na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e na então Escola Superior Colonial, tendo-se doutorado em Ciências Sociais na London School of Economics and Political Sciences da Universidade de Londres (1955). Nesta Universidade deu especial atenção ao estudo da Geografia da Colonização, com o Prof. Harrison-Church, e da Antropologia da África Ocidental, com o Prof. Daryll Forde.Iniciou o seu trabalho como geógrafo, era ainda estudante, no Centro de Estudos Geográficos do Instituto para a Alta Cultura, com o Prof. Orlando Ribeiro, de quem viria a ser assistente, na Faculdade de Letras de Lisboa. Trabalhou nas missões geográficas da Junta de Investigações do Ultramar e, como docente, no Instituto de Ciências Sociais e Política Ultramarina. Como geógrafo, são incontornáveis os seus ensaios sobre São Tomé. Quando morreu, de um acidente, tinha em preparação os livros Lourenço Marques: Formação e Desenvolvimento de Uma Cidade e O Território dos Saloios: Estudos de Geografia Regional.A sua actividade literária inicia-se com a publicação, em 1942, do livro de poemas Ilha de Nome Santo, editado em Coimbra na colecção «Novo Cancioneiro». Por essa altura, organiza e edita, com Carlos Alberto Lança, dois volumes antológicos, Contos e Poemas de Modernos Autores Portugueses, incluindo, no segundo volume, um conto seu, «Nós Voltaremos Juntos». Este conto constituirá, juntamente com «Tarde de Tédio», publicado na Seara Nova em 1946, a sua limitada incursão na ficção narrativa. Nesta primeira fase, quer os poemas do seu livro, quer os autores escolhidos para a antologia de que foi co-autor podem inserir-se na linha de preocupações sociais e estéticas seguida pelos neo-realistas.É ainda nesta fase e nessa linha de pensamento que podemos situar também os seus trabalhos sobre a literatura dos Estados Unidos e sobre a situação do negro naquele país: o ensaio Panorâmica da Literatura Norte-Americana (1946) e os dois artigos «Laugston Hugues, Poeta da América» e «Sobre o Valor Económico e Social do Negro», publicados na Seara Nova (1945). Publicará ainda na Seara Nova outros artigos de interesse africano, sobretudo abordando a arte negra.Em 1951, colabora, com Mário de Andrade e com outros jovens intelectuais nascidos em África, na criação do Centro de Estudos Africanos. E, em 1953, com o mesmo Mário de Andrade, publica o folheto Poesia Negra de Expressão Portuguesa, onde insere um poema seu, «Coração em África», e assina a «Nota Final». Pode-se dizer que, com esse folheto, começa uma nova fase do seu percurso literário, durante a qual poderemos encontrar nos seus poemas «uma vinculação definida às propostas de negritude, pelo menos na expressão que lhe deram alguns poetas africanos de língua francesa» (Fernando J. B. Martinho).Mais tarde, já nos últimos anos da sua vida, deixará essa vinculação para regressar ao melhor do seu primeiro livro. Sobre o seu percurso literário, é fundamental ler a tese do Prof. Pires Laranjeira, Neo-Realismo e Negritude na Poesia de Francisco Tenreiro (1994).Tenreiro, marco fundamental e dinamizador da literatura africana de expressão portuguesa, está representado em numerosas antologias, nomeadamente: Antologia da Poesia Negra de Expressão Portuguesa, de Mário de Andrade (Paris, 1958); Líricas Portuguesas, 3ª. Série, de Jorge de Sena (Lisboa, 1958); Poetas de São Tomé e Príncipe, da Casa dos Estudantes do Império (Lisboa, 1963); Literatura Africana de Expressão Portuguesa: Poesia, de Mário de Andrade (Argel, 1967); Antologia Temática de Poesia Africana, Vol. 1, de Mário de Andrade (Lisboa, 1975); No Reino de Caliban, Vol. 2, de Manuel Ferreira (Lisboa, 1976); Antologia Poética de São Tomé e Príncipe (São Tomé, 1977); 50 Poetas Africanos, de Manuel Ferreira (Lisboa, 1989).O seu livro de poemas Ilha de Nome Santo, o livro que deixou inédito, Coração em África, e mais oito poemas a que foi dado o título de Regresso à Ilha foram publicados sob o título geral de Obra Poética de Francisco José Tenreiro, num volume que incluía uma introdução à sua poesia por Mário António e um estudo sobre a sua actividade científica e a sua bibliografia por Raquel Soeiro de Brito (1967). A sua obra poética foi ainda reeditada, sob o título de Coração em África, introduzida por um estudo de Fernando J. B. Martinho (1982), e pela Imprensa Nacional, sob o título de Obra Poética (1994). Deixou inédita uma antologia de poesia africana a que dera o título de Processo Poesia.
Francisco José Tenreiro
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