Charlanes Olivera Santos

Charlanes Olivera Santos

Sou Poeta, escritor 2 livros publicados, cineasta diretor de cinema amador, Enxadrista amador-pro jogo Xadrez, Estudo Frances, fui candidato a vereador em 2016, Presidente da ANJOS Associação Nacional dos Jovens Solidários, Trabalhei na Prosoft e Prefeitura da cidade

08/09/1992
--
1511
0
0


Alguns Poemas

Memoria do tempo

Beba da memória do tempo do cálice da aurora e tenha as lembranças do amanhã antes os ventos vermelho venha e poderemos roubar olhares antes do céu incendiar...

Rostos ocultos no rubro da ventania nós seremos testemunhas da eterna harmonia daquele que permanece no giro imortal, nas rosas dos ventos, no enigma cardeal

Páginas esvoaçam os segredos nas linhas o mapa caixa de pandora escritos da direita para esquerda o roteiro se move como mar que sussurra, como pedra que prove.

O medalhão do oceano, coberto de musgo,

guarda tinta secreta no silêncio ali se abre a constelação de Orión,

no dourado caminho que ecoa o som

A estrada de tijolos de ouro pavimentam memória das estrelas cada passo é fragmento da grande história e máquinas ousam riscar o infinito céu tatuado

Passearemos entre cometas errantes e estrelas dançantes como faróis cintilantes na estenografia da noite, um destino se enlaça,

na caixa de Pandora, a esperança ainda passa entre o espelho e sua luz, o reflexo revela a costura do tempo em trama singela com uma candeia de chama discreta iluminam os humildes, sabedoria secreta...

Tudo retorna ao mesmo caminho da videira fruto que cresce, raiz verdadeira círculos do tempo em eterno rodar somam perdas antigas que sabem guiar.

Pois o futuro é bordado no véu do passado um alto grau santo, mistério velado onde o jogo se mostra em propósito e dor,

um tabuleiro oculto regido no amor.

E nós, caminhantes, que ousamos viver, testemunhas da aurora, do nascer e do ser, seguiremos a trilha que o sopro conduz, na memória do tempo do infinito á eternidade 

Poeira e o selo das Constelações

Poeira e o selo das Constelações

Desviar da teia do abismo anterior ao verbo, quando o sopro era apenas centelha indizível, ergueu-se a árvore de âmbar em cujas raízes dormiam os nomes da Criação de Deus

Cada folha trazia gravado um ideograma ígneo, um sigilo que a carne jamais decifraria, e no alto de seus ramos resplandecia

o orbe oculto da rosa das esferas

No limiar do desfiladeiro órfico, o luar ar que se foi coroa da minha noite primordial

vertia sobre os vales o licor translúcido que dissolvia fronteiras entre sombra e claridade.

Os rios de prata eram veias da eternidade, onde nadavam peixes de fogo e cristal, e cada onda recitava em segredo o tetragrama que mantém os mundos suspensos.

Eis que os cavalos zodiacais regressaram, suas crinas reluziam como labaredas da geena e nas garras do tártaro e do makaí vir de longe lugar que não irei pois sou escolhido de Deus e sobre a aureola do tempo dos cascos exalava o pó do tempo em círculos cabalísticos que selavam os quatro pontos cardeais.

As estrelas, como sentinelas numéricas, cantavam a aritmética celeste da alvorada, e o espaço, em seu giro hermenêutico,

desvelava o nome oculto que sustenta os sóis.

Então, no ápice da visão, o tempo transfigurou-se em coluna de ouro, e os céus, em silêncio sepulcral, guardaram na eternidade o enigma último: que a luz é também treva, e que todo início é já um retorno o Oráculo do Fim ao inicio quando as sete abóbadas do firmamento se romperem, e os sinos invisíveis soarem no âmago do éter, o tempo se recolherá em si mesmo, como serpente que morde a cauda no abismo.

Do pó cintilante dos mundos extintos erguer-se-á cujos fólios são feitos de vento e cinza, e cujas letras ardem em fogo inextinguível.

Ali estarão escritos os nomes interditos, os segredos que os rios murmuraram nas eras, e cada sílaba será martelo e aurora,

derrubando colunas e erguendo eternidades eis que surgirá o Cedro da noite, envolto em oricalco e silêncio estelar, e dele brotarão raios adamantinos que dissolvem a carne em pura essência e corcéis zodiacais retornarão uma última vez,

mas seus cascos não tocarão a terra correrão sobre o vácuo flamejante, abrindo portais de fogo nos confins do não-ser.

As estrelas cantarão em coro uníssono, não como lampejos dispersos, mas como trombetas de cristal, anunciando que o fim é também gênese, e que a aurora habita no próprio crepúsculo.

Então o selo final será rompido o sol se apagará em claridade secreta, a treva se coroará de ouro, e o oráculo, em seu êxtase abscôndito, proclamará tudo retorna em círculo

Sou cristão da CCB, mais gosto de filosofia e astrologia tenho pensamentos estranho com viagem no tempo sonhos lúcidos poeta louco fingindo se sã kkkkkk tenho sorriso fácil romântico bobo, apaixono fácil e acredito muito nas pessoas sobre o amor, desconfio de conspirações e não dou sorte para o azar, sou caseiro gosto de cozinha e gosto de cinema, rock anos 70 80 90 e música boa MPB osvaldo monte negro, Djavam Lulu Santos, BELCHIOR, Chalei braw Jr, O Rappa, engenheiros do hawaii etc  

Quem Gosta

Seguidores